Região do Jaíba

Fruticultura Made in Jaíba

    Mangas suculentas, no ponto para consumir, e limões de sabor acentuado, com forma e cor que remetem à perfeição saem do Norte de Minas para o deleite dos europeus. As remessas são crescentes e têm potencial para aumentar. Apenas em uma das ações promocionais feitas no exterior este ano -  a participação na Fruit Logística (uma das maiores feiras do mundo para negociação de produtos frescos, realizada na Alemanha) – a expectativa de novos contratos para exportação das duas frutas ultrapassou R$2,6 milhões, de acordo com dados da Abanorte (Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas).

 

   As Frutas são cultivadas em sete municípios na Região do Jaíba, em um esforço que começou nos anos de 2000. A intenção era fomentar a fruticultura irrigada como indutora do desenvolvimento econômico local. Um dos que abraçaram a ideia foi Dalton Londe Franco Filho, 48 anos. Em 2002 ele abandonou a carreira como executivo na Fiat para ser produtor. Investiu primeiro no cultivo de banana, mas não teve sucesso. “Perdi tudo. Tive que voltar para a indústria automobilística. Fiquei dois anos. Depois passei quatro anos trabalhando na China, de onde voltei a investir na fazenda do Jaíba.”

 

   Na segunda tentativa escolheu a manga palmer. Deu certo: “A demanda pela manga é maior que a oferta, mesmo o mercado externo não está tão ruim.” A produção atual chega a 1,5mil toneladas/ano, um terço segue para o mercado externo. Mas o sucesso não veio fácil: “A exportação é um trabalho muito pesado, não se faz de um dia para outro. É preciso ter certificações, a lavoura deve ser preparada para esse fim. Também é necessário um trabalho muito bom de beneficiamento e processamento das frutas. Existe riscos, mas vale a pena. Ganho em torno de 30% a mais com as exportações”. O negócio tem um potencial tão bom, que ele investiu também no limão e, nos próximos meses, já pretende iniciar a exportação. 

Fonte: Revista FAEMG/SENAR